Mostrando postagens com marcador evangelismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador evangelismo. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 13 de junho de 2019
quarta-feira, 10 de abril de 2019
Ola amados tudo bem com vocês??
Eu sou o Missionário Luis Felipe e pastor auxiliar na Igreja do Evangelho Quadrangular, sede regional de Embu das Artes em São Paulo no Brasil. Tenho 28 Anos de Idade e tenho algumas experiências para compartilhar com vocês.
Estou envolvido na obra missionária desde pequeno e a 5 anos estou em tempo integral como missionário dedicando-me ao ensino, capacitação e pregação da mensagem do evangelho.
Estive visitando alguns lugares e países aqui da América Latina com o intuito de levar uma
palavra de ânimo, renovação e esperança aos que necessitam.
Agora com a volta do blog meu objetivo é compartilhar minhas experiências e incentivar a pregação do evangelho a toda criatura.
Trarei mensagens de alguns amigos e missionários que conheço e algumas curiosidades sobre países e missões.
você que tem alguma sugestão pode envia-la para nosso e-mail: luispinto.felipe@gmail.com , que entrarei em contato ou postarei no blog um artigo referente.
Marcadores:
chamado,
estudo,
evangelismo,
Início,
Jesus,
Missionários anônimos,
missões,
país,
trabalho
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Terceira Onda Missionária
![]() |
| Terceira onda - LPF |
Um
pouco de História em um contexto geral
- A
Primeira Onda de Missões se deu na Inglaterra, em 1792, através
de William Carey, considerado pai do movimento missionário
moderno. Esta onda alcançou as regiões costeiras do mundo.
- A
Segunda Onda de Missões nasce através de gente como Hudson
Taylor e C.T. Studd, e seguiu alcançando as terras desconhecidas no
interior dos continentes.
- A Terceira Onda de Missões é esta na qual temos vivido a maioria de nós. A pessoa que realmente deflagrou este movimento mundialmente foi Dr. Ralph Winter durante os congressos de Billy Graham em Lausanne no início dos anos 70. Nela foram definidas certas terminologias e conceitos de missões que todos nós conhecemos, tais como: Povos não Alcançados, Janela 10×40 e outros.
MAS PODEMOS FALAR DA
TERCEIRA ONDA MISSIONÁRIA VOLTADA PARA O CONTEXTO SOMENTE ENTRE OS INDÍGENAS.
Quero aqui usar como base um conhecido de
campo e autor de alguns livros o missionário Isaac Costa que tive o privilegio
de conhecer no inicio de meu ministério há alguns anos atrás.
A
PRIMEIRA ONDA MISSIONÁRIA, chamada de “ONDA ESTRANGEIRA”, a primeira
tentativa, foi pelos franceses em 1557, no Rio de Janeiro, mas foram expulsos
pelos Portugueses, mas foi oficialmente em 1913 pela –South, American Indian
Mission, 1931 – UFM 1946 – 1946 Wycliffe -1956 Sil.
Com um grupo assim de
missionários, essa onda se tornou-se reconhecível.Esses trouxeram o evangelho
para o Brasil em 1557 a 1654 na evangelização entre os indígenas, mas
oficialmente obtiveram seus primeiros resultados entre os Terenas em 1912.
A SEGUNDA ONDA , chamada de “ONDA NACIONAL”, segundo
Isaac Costa , entre 1925 e 1926,
Zacarias Campelo iniciou um trabalho junto a comunidade indígena Khahô e também
entre os Xerentes, foi um trabalho pioneiro,desbravador e isolado, 65 anos
depois a Junta Batista começou a se envolver e logo a missão Caiúa em 1928,
depois veio, Missões Novas Tribos do
Brasil em 1953 e assim conforme as necessidades foram surgindo missões com cursos específicos varias outras agencias
missionárias dando características a essa onda de nacionais na luta de alcanças
os indígenas dentro de seu próprio território.
A TERCEIRA ONDA, chamada de ” ONDA INDÍGENA”, ao
passo que a caminhada na busca por parceria com as igrejas, principalmente as
nacionais, a onda missionária indígena tem sido forte, pois, com toda
limitação, já tem procurado atender outros povos de outras etnias graças a
algumas igrejas indígenas e parceiros atuantes. Isaac Costa em sua pesquisa
relata que a primeira instituição para o preparo de lideres indígenas evangélicos
deu-se com a adaptação em 1980, do Instituto Bíblico Cades Barnéia, sob direção
da South American Indian Mission (SAIM, hoje essa escola tem índios Terena em
sua direção. O instituto pertence a primeira organização evangélica indígena
(UNIEDAS-União das Igrejas Evangélicas da America do Sul) onde os missionários
estrangeiros passaram o comando para da missão para os próprios indígenas, numa
visão fantástica e que no futuro seria a primeira missão autóctone que enviaria
missionários indígenas para os próprios povos indígenas do Brasil .Hoje varias
missões estão engajadas nessa onda, a igreja indígena esta em franco
crescimento, e isso se deu a partir das relações intertribais locais, atuação
missionária com ênfase no discipulado e treinamento indígena.
Estamos hoje nesse mover
missionário entre os indígenas vivenciando a TERCEIRA ONDA MISSIONARIA, onde
estes povos estão ganhando o seu próprio povo para Jesus , hoje estamos dando
suporte, assistência, treinamento bíblico e teológico e eles tem dito sim ao
chamado da grande comissão e temos muito por fazer, ainda há 147 etnias por
serem alcançadas com o Evangelho dentro do Brasil (segundo estatísticas DAÍ-AMTB)
ainda resta muito por se fazer, mas cremos no potencial incrível dos irmãos
indígenas e no desprendimento e disposição em atender ao chamado do Senhor, só
precisamos dar-lhes ferramentas necessárias.
Para isso Deus esta nos
dando um grande desafio, a abertura do Primeiro Centro de Treinamento
Missionário da Igreja do Evangelho Quadrangular, voltado para os Povos
Indígenas – CIMQ – Centro Indígena Missionário Quadrangular.
Nosso objetivo é de
treinar o indígena já convertido, dando capacitação Bíblica, Missiológica e
Teológica, para o desenvolvimento de um trabalho eficaz dentro de sua etnia e
visando o alcance de outras etnias dando visão missionária evangelística. Nosso
objetivo também é de oferecer treinamento para cristão não indígenas, mas, que
tenha sido vocacionado por Deus para o trabalho missionário entre os povos
indígenas.
Esse é o mover da
terceira onda Missionária: “ INDÍGENAS GANHANDO INDÍGENAS PARA CRISTO”
Ana Paula Tomaz Delfino
Missionária da SGM
![]() |
| Missionária Ana Paula Tomaz Delfino |
Marcadores:
Baixo São Marcos,
Boa Vista,
Brasil,
chamado,
comunidades,
estudo,
evangelismo,
índios,
missões,
Povos Indígenas,
Roraima,
Terceira onda missionaria
Local:
Boa Vista, RR, Brasil
sábado, 22 de julho de 2017
Comunidade Darôra
![]() |
| Comunidade Darôra - Roraima. |
O Darôra é uma é uma comunidade indígena da etnia Macuxi, localizado nem Roraima, na região do Baixo São Marcos, situada as margens do rio Itacutu. A comunidade tem aproximadamente 45 famílias e 180 pessoas.
Darôra é uma palavra indígena em Macuxi, o nome de uma árvore típica daquela região, significa "Pau duro", e é uma árvore muito utilizada na construção de casas como coluna, currais para animais, e cerca para a roça dos indígenas.
Eu tive o prazer de conviver nesta comunidade quase um mês corrido, pude participar de muitas coisas que eles tem costume de fazer diariamente como por exemplo:
- Pescaria em lagos, rios e Igarapés; Muito comum a pescaria para venda e consumo.
- Fabricação de Farinha; Um dos pratos principais da alimentação indígena.
- Campear; Buscar o gado no campo e levá-lo ao curral.
- Adestramento de Cavalo; Lá tem muitos cavalos "Bravos", alguns trabalham amansando os cavalos, vendas ou trocas.
A culinária é riquíssima, pois os alimentos de consumo são de fabricação própria, sem conservantes ou adubos químicos. Tem muita diversidade de frutas; Dão, Ata, Azeitona, Araçá, Caçari, Taberebá, Mirixi, Caju, e me lembro das Mangas do vovô Fernando com Mangueiras centenárias uma delícia, dentre outras.
No dia a dia o mais comum é Peixe, carne de gado, carne de capivara, porco, paca e etc.
Tem também a Damorida que é uma comida bem apimentada típica dos indígenas, que vem com acompanhamento o caxirí feito de mandioca. A macaxeira também é muito comum na culinária, assim como a batata.
Tem a plantação de melancia, milho, feijão, abóbora, maracujá, laranja entre outros.
É costume do povo indígena juntar as panelas e fazer sua refeição, geralmente o almoço e janta juntos, no barracão (costume passado de geração em geração).
O líder da comunidade conhecido como "Tuxaua", reúne o povo para tratar sobre a construção das casas, ele forma as equipes de trabalho onde eles irão providenciar o material para construção, madeira, palha (para cobrir a casa), ripa, adobo (tijolos feito do barro).
Nas datas comemorativas, eles se reúnem no "malocão da comunidade, e fazem uma grande festa, com brincadeiras, danças do parixara, dança do areruia, guerra do Jabuti, corrida com tora, músicas tradicionais local do Baixo São Marcos e da própria comunidade.
Durante o tempo em que estive ali, eu aprendi algumas palavras em macuxi, pois eu gosto muito de aprender novos idiomas.
Aprendi palavras como:
- Morî'wei - Bom dia;
- Morî pe nan? - você está bem?
- Inna - Sim
- Morî pe' wai - estou bem.
- Kane - Não
- Paapa' - pai
- Paa'pa - Deus
- Ka'poi - Lua
- Tuna - Água
- Kawaré - Cavalo
- More - Criança
- Kono' - Chuva
- Yei - Árvore
Foi um tempo muito bom, onde pude fazer boas amizades, aprender muito com eles compartilhar a palavra de Deus com eles. A Quadrangular tem uma igreja dentro da comunidade, com um pastor indígena da comunidade, a SGM tinha um casal de Missionários que viveu lá quatro anos. Este ano no estado de Roraima vai acontecer o CIMQ um centro de preparação teológica e missiológica, que visa preparar os indígenas para aturem como missionário em suas comunidades ou em outras as quais não tem presença missionária, onde este casal estão liderando o centro de treinamento(falarei no próx pos).
Para a realização deste post, eu precisei da ajuda de um amigo Paulo Sérgio, um indígena da comunidade Darôra, ele tem 25 anos, é missionário na própria comunidade e tem ajudado a sua Igreja local com o cuidado dos Jovens.
![]() |
| Eu e o Paulo Sérgio (esquerda). |
![]() |
| Culto na casa debaixo da mangueira |
![]() |
| Mesa Almoço Indígena |
![]() |
| Vários lugares de Darôra |
![]() |
| Jogo de Futebol na comunidade. |
![]() |
| Escola Bíblica Quadrangular na Comunidade. |
![]() |
| Pescaria as margens do Rio Itacutu. |
![]() |
| Cuidando do Gado. |
![]() |
| Adestramento de Cavalo |
![]() |
| Lago na comunidade |
![]() |
| Construindo casa |
![]() |
| Acertando o tamanho da palha (telhado). |
![]() |
| Levantando as paredes. |
![]() |
| Adobe (tijolo de barro). |
Marcadores:
Baixo São Marcos,
Boa Vista,
Brasil,
comunidades,
evangelismo,
índios,
Missionários anônimos,
missões,
Roraima
Local:
Roraima, Brasil
quinta-feira, 20 de julho de 2017
![]() |
| Multiplicação dos pães |
Jesus alimentou uma grande multidão
Jesus manifesta seu poder de
forma milagrosa, ele faz o alimento multiplicar e alimenta multidão.
João 6
1Depois disso,
Jesus atravessou o lago da Galileia, que também é chamado de Tiberíades. 2Uma
grande multidão o seguia porque eles tinham visto os milagres que Jesus tinha
feito, curando os doentes. 3Ele subiu um monte e sentou-se ali com os seus
discípulos. 4A Páscoa, a festa principal dos judeus, estava perto. 5Jesus olhou
em volta de si e viu que uma grande multidão estava chegando perto dele. Então
disse a Filipe:
— Onde vamos
comprar comida para toda esta gente?
6Ele sabia muito
bem o que ia fazer, mas disse isso para ver qual seria a resposta de Filipe.
7Filipe respondeu
assim:
— Para cada
pessoa poder receber um pouco de pão, nós precisaríamos gastar mais de duzentas
moedas de prata.
8Então um dos
discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse:
9— Está aqui um
menino que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos. Mas o que é isso para
tanta gente?
10Jesus disse:
— Digam a todos
que se sentem no chão.
Então todos se
sentaram. (Havia muita grama naquele lugar.) Estavam ali quase cinco mil
homens. 11Em seguida Jesus pegou os pães, deu graças a Deus e os repartiu com
todos; e fez o mesmo com os peixes. E todos comeram à vontade. 12Quando já
estavam satisfeitos, ele disse aos discípulos:
— Recolham os
pedaços que sobraram a fim de que não se perca nada.
13Eles ajuntaram
os pedaços e encheram doze cestos com o que sobrou dos cinco pães.
14Os que viram
esse milagre de Jesus disseram:
— De fato, este
é o Profeta que devia vir ao mundo!
O texto nos
diz que Jesus é o nosso provedor, tudo o que necessitamos somente Jesus pode
nos dar.
Jesus é o
grande provedor, todas as coisas vêm d’Ele, Jesus tem todo poder nos céus e na
terra como diz em Mateus 28: 18 Então
Jesus chegou perto deles e disse: —“ Deus me deu todo o poder no céu e na terra
”. Ele tem todo o poder para prover tudo o que precisamos.
A bíblia
menciona que já era tarde para a multidão sair para comprar comida, e que para
que cada um presente ali comesse um pedaço de pão, precisaria mais de duzentas
moedas de prata, o equivalente hoje a 200 mil reais aproximadamente.
Jesus tinha
todo poder e por isso onde ele ia uma multidão o seguia. Nesta passagem a
multidão seguia a Jesus e faziam já horas, que estavam sem comer porque estavam
afastadas da cidade. Os discípulos não viam outra solução se não mandar o povo
ir embora para que comessem algo. Porem Jesus tendo todo o poder em suas mãos,
já sabia o que ia acontecer, mais ele pergunta a Filipe um de seus discípulos
onde poderia comprar pão para ver qual seria a atitude dele, diante de um
grande problema.
Depois da resposta negativa de Filipe, André
outro discípulo apresenta um menino que trazia cinco pães e dois peixinhos, mas
o que era isto diante daquela multidão? Jesus pediu para os discípulos separar
a multidão em pequenos grupos.
Jesus sabia que teria que
manifestar o seu poder, porém pegou o pão e agradeceu a Deus. Jesus sendo o
filho de Deus ora agradecendo o que Deus proveu, e reparte entre todos e fez o
mesmo com os peixes, todos puderam comer o suficiente para se satisfazerem.
O
menino que foi encontrado pelo discípulo entregou tudo o que ele tinha, nas
mãos de Jesus. Ele não deu uma parte ou recusou por ser tudo o que tinha, ele
simplesmente entregou e confiou em Jesus.
Já em contraste vemos a passagem
do jovem rico em Mateus 19:16-22, ele não era generoso por isso não quis abrir
mão de sua riqueza dando aos pobres tudo o que tinha, com medo de faltar alguma
coisa, ou de Jesus não ter poder para suprir as necessidades dele.
Em
tudo o que Jesus fez, ele nos ensinou algo. E nesta passagem não foi diferente.
Ele nos ensinou que o milagre pode estar perto de nós, que temos e podemos
multiplicar tudo o que vem em nossas mãos, que a generosidade gera bênçãos em
nossas vidas e que não podemos desperdiçar aquilo que Deus coloca em nossas
mãos.
No versículo 12, podemos observar
que Jesus esperou todos se saciarem e então disse aos discípulos que
recolhessem todos os pedaços que sobraram, para não estragar nada.
Deus não gosta de desperdício!
Jesus nos mostrou o que temos que fazer quando o milagre da multiplicação
acontece, recolher e guardar para que nada se perca, o menino que tinha somente
cinco pães e dois peixes volta para sua casa saciado e presenciou um dos
maiores milagres de Jesus por causa de sua generosidade.
sexta-feira, 14 de julho de 2017
Retorno do blog
De volta a Ativa....
Estou voltando com o blog, desculpe-me pois estive longe estes últimos meses pois estava no ano passado em uma base de treinamento no Paraná me aperfeiçoando fazendo um curso de missões urbanas transculturais.
Este ano estou em Roraima colocando em prática o que aprendi, sendo obreiro num Centro de Treinamento voltado para os povos indígenas. Porém vou voltar a ativa aqui no blog relatando minhas experiências nas comunidades indígenas e no curso aqui chamado CIMQ.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Chamado desde o ventre...
![]() |
Eu estou me preparando para uma nova jornada em minha vida, no próximo dia 15 estarei iniciando as aulas no CTMQ (Centro de Treinamento Missionário Quadrangular), onde ficarei por 10 meses internado.
Sempre fui envolvido em missões, desde a infância eu ajudava o departamento missionário de minha igreja, me lembro de uma vez quando vieram missionários de Londres aqui na igreja, e eu me preparei com dicionário de inglês e estudei para poder me comunicar com eles, e fazer algumas perguntas, pois trabalhava com minha mãe na cantina da igreja. Também me lembro quando vieram missionários da Venezuela e ficaram aqui na igreja, eu já estava estudando espanhol com um casal de missionários daqui que estavam lá, então pude comunicar-me com eles bem, fui guia turístico deles aqui em São Paulo.
Toda minha vida foi envolta de missões, pois Deus já estava me moldando para meu chamado.
Este ano começa a etapa de preparação para que eu possa me tornar um missionário a nível Igreja Brasil, e confesso que estou um pouco nervoso e ansioso para ver o que Deus me preparou no CTMQ, eu sei que viverei uma experiência incrível com Deus, pois estou totalmente na dependência d'Ele já a algum tempo, e vivi maravilhas que postarei aqui no decorrer dos dias.
A bíblia narra uma história de alguém que ouviu o chamado de Deus e obedeceu, Abraão saiu de sua casa para ir a um lugar até então desconhecido. "Ora disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção: abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra. Partiu, pois, Abrão, como lhe ordenara o Senhor, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã. Levou Abrão consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as pessoas que lhe acresceram em Harã. Partiram para a terra de Canaã; e lá chegaram."Gênesis 12:1 a 5.
Abraão não temeu o desconhecido, ele confiou na palavra de Deus e se tornou um pai de multidões, hoje temos o chamado de Deus para as nossas vidas, como diz em Marcos 16:15 : E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
Agora o que nos falta obedecê-lo.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
"FM" Filho de Missionário....
![]() |
| Casal de Missionários com filhos |
Como é ser um(a) Filho(a) de Missionário? ( testemunho pessoal )
Por conhecer O Deus ao qual meus pais servem e por entender a missão dada a eles, afirmo com toda a certeza que, antes de qualquer outra coisa, ser uma filha de missionários é um privilégio!
Devo esclarecer que este é um título dado a filhos de indivíduos que vivem cumprindo com a Grande Comissão (Mt 28.19,20) num ambiente transcultural ( qualquer outra cultura). Sendo assim, nem todos almejam este título visto que este estilo de vida implica mudanças e adaptações que, se não explicadas, tendem a tornarem-se fardos. O FM criança e adolescente que acompanham seus pais e envolvem-se na missão, como meu irmão e eu, fazem parte do ministério de seus pais e cumprem com o propósito específico de Deus para a vida deles, até o dia em que forem chamados para cumprir com sua própria missão.
O Evangelho foi apresentado a mim desde pequena e, portanto, compreendo que meus pais estão obedecendo a Deus. Por isso, sei que Deus é nosso Pai e cuida de Seus filhos, suprindo nossas necessidades e cuidando de nós; entendo que estou apenas acompanhando meus pais, pois o Senhor tem um plano específico para a minha vida; tenho certeza de que Deus se preocupa comigo também e com minhas necessidades pessoais, dando sabedoria aos meus pais para que me instruam da melhor forma.
Não me canso de compartilhar o texto de Jeremias 1.5 que diz:
– Antes do seu nascimento, quando você ainda estava na barriga da sua mãe, eu o escolhi e separei para que você fosse um profeta para as nações”. Amo ver o que Deus faz através da vida de meus pais e já fico maravilhada com as coisas que sei que Ele ainda vai fazer através da minha vida.
![]() |
| Natália Morais |
Este texto foi redigido por Natália Morais Filha de Missionários da SGM, ela tem 17 anos, e é autora do Blog https://chosen2change.wordpress.com/, uma menina muito inteligente que tem um futuro excelente como escritora...
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Anjos da Vida...
Nunca é tarde para começar a sonhar os sonhos de DEUS para nossa vida.
Hoje eu tenho o imenso prazer em falar sobre uma amiga que conheci a quase 3 anos, pedi para ela escrever um pouco sobre ela:
![]() |
| Adelice do Sacramento - 60 Anos |
Eu moro em Motuca uma cidade do interior de São Paulo, e pela fé eu me mudei para a Base no centro de São Paulo, no começo foi bem difícil me acostumar com a quantidade de gente, o metrô, os ônibus que tínhamos que pegar, mais com o passar do tempo eu fui me acostumando com tudo e hoje posso sair tranquila que sei chegar em qualquer lugar em SP.
Fui obreira na Base durante dois anos e meio, e aprendi a fazer muitas coisas tais como, evangelismo pessoal, danças, teatro, encontros com Deus para pessoas que estão em recuperação, trabalhos infantis, cozinhar pra mais de 60 pessoas entre outros.
Em seguida, comecei a fazer primeiro ano de ITQ, ao terminar esse ano fui transferida para fazer o segundo ano do ITQ no CTMQ no Pará; onde começo em 01/03 deste ano, tudo pela graça do Senhor porque não tenho mantenedor, mas o Senhor sempre usou e usa pessoas para me abençoar, e assim eu aprendi a viver pela fé, o que foi muito difícil para mim, mas Ele fez o sobrenatural e nunca deixou me faltar nada. Eu sempre me preocupei com a idade porque tenho 60 anos, mas creio que Ele só precisa de um coração disponível para usar; Ele renova as nossas forças e nos faz voar como a águia...
Pra mim, falar da Adelice é um prazer pois ela foi e é uma companheira pra todos os momentos, me lembro de dias onde passamos horas e horas conversando e descobrindo coisas sobre a Bíblia, dias em que oramos juntos, choramos e rimos. Ela é uma "jovem" de 60 anos, e terei o maior prazer em publicar este artigo.
Você que não a conhece eu falo com todas as letras busque conhecê-la pois você aprenderá que para servir o reino não tem idade, ou limitações, apenas temos que ter um coração disponível para fazer aquilo que Deus nos mandar.
Como ela falou ela está indo para o CTMQ que é o Centro de Treinamento Missionário Quadrangular, no Pará, ela está deixando o conforto de sua casa, como fez a dois anos e meio atrás, para enfrentar novos desafios sendo aluna, e não tem pessoas para ser mantenedores dela, você que leu este post e deseja ser entre em contato comigo pelo e-mail luispinto.felipe@gmail.comluispinto.felipe@gmail.com para saber como ajudá-la.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Missões X Trabalho
Missões x Trabalho
Quando temos um chamado especifico, como missões, todas as decisões que tomamos nos impulsionam a obedecer a Deus. Muita coisa entra em jogo: temos que abrir mão de sonhos, família, projetos pessoais, conforto, etc, e nos dedicar somente a OBEDECER A VONTADE DE DEUS.
Uma das maiores barreiras encontradas é o trabalho. Pois, como sabemos, após a desobediência de Adão e Eva, o homem passou a viver do seu próprio suor, ou seja, não há como fugir dessa consequência.
Muitos missionários que estão no campo (dentro ou fora do país) usam sua profissão como estratégia para o evangelismo, ou como na maioria das vezes, como uma porta de entrada. Mas e aqueles que ainda não estão no campo, e possuem um chamado? O que fazer enquanto espera o tempo de Deus para o cumprimento do que Ele nos reservou? Não podemos e não queremos ficar parados (esperar é caminhar). Sempre há a possibilidade de se aprofundar em missões através de treinamentos teóricos e práticos que duram alguns dias ou semanas como, por exemplo, o Imersão que acontece normalmente no período de férias. Mas, e quem trabalha ou tem alguma outra ocupação? Como não deixar que isso atrapalhe? Afinal, não podemos largar tudo de uma hora para outra (a não ser que ,Deus mande, é claro!).
Como testemunho próprio, em tempos de impactos e treinamentos teóricos e práticos, eu sempre estava disponível, porém, sem dinheiro. Com isso aprendi que, se Deus, nos chama para sua obra, Ele usa meios e paga nossa “conta”. E sempre levanta pessoas para-nos abençoar.
Como está na palavra, Deus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente (Hebreus 13:8); Ele nos envia, sustenta e capacita, assim como Ele fez com o apostolo Paulo em sua missão. Por isso,que nada nos impeça de levar o Seu amor.
Se Deus te chamou para missões, porém, você não pode sair para outros lugares por conta do seu trabalho, escola, faculdade ou família, saiba que, onde você estiver, ali será o seu campo missionário. Tudo começa onde estamos. E logo chegará o tempo em que a promessa se cumprira.
Ele te dará asas para voar mais alto!
Deus abençoe,
Heloisa Henrique
![]() |
| Heloisa em Paraguay |
Bom gente esse post foi escrito por Heloisa, ela é uma jovem que tem se dedicado ao seu ministério, trabalho, faculdade além de outras coisas, em Janeiro estivemos juntos no Paraguai (Mês de férias), que muitas pessoas doam para a obra, seja você também um doador de férias para o reino.
(Revisado por Edenise Marcondes)
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Anjos de Guaramirim
O Projeto Restitui teve início em abril de 2011, com o propósito de entregar cestas básicas e fazer visitas aos lares de pessoas necessitadas.
O Projeto nasceu e desde sempre teve o apoio da 1° Igreja o Evangelho Quadrangular, Ministério Pra. Ivone, em Guaramirim, Santa Catarina.
No início haviam apenas três membros, porém ao passar dos anos o grupo foi se estruturando, foi crescendo, e temos feito o que esta em nosso alcance, tudo para levar o amor, justiça, caridade á aqueles que sofrem de desamparo social, e principalmente a palavra de Deus.
O objetivo do Projeto Social Restitui é arrecadação e distribuição de doações associado com o ato de pregar o Evangelho de Jesus Cristo, para isso desenvolvemos projetos e estratégias que possam incentivar as pessoas a fornecer doações e conhecer o evangelho.
Hoje o projeto conta com 30 membros que estão dispostos a doar seu tempo e pregar a palavra de Deus. A nossa maior estratégia, que viemos trazendo a tempo é o clown. Temos levado a palavra de Deus as crianças de bairros carentes, de nossa cidade e região através dos palhaços. Além de visitar
asilos, casas de recuperações, orfanatos, entre outros...
Temos ainda o propósito de nos aperfeiçoando, participando de treinamentos, oficinas, missões, entre outros, para dar cada dia mais o nosso melhor a Deus.
Você que deseja ajudar este projeto de alguma forma pode entrar em contado pelos meios abaixo:
SITE:
http://www. projetosocialrestitui.com.br/
FACEBOOK:
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Movimento indígena....
O que é movimento indígena?
Extraído Série Vias dos Saberes no 1.
Movimento indígena, segundo uma definição mais comum entre as lideranças indígenas, é o conjunto de estratégias e ações que as comunidades e as organizações indígenas desenvolvem em defesa de seus direitos e interesses coletivos. Movimento indígena não é o mesmo que organização indígena, embora esta última seja parte importante dele. Um indígena não precisa pertencer formalmente a uma organização ou aldeia indígena para estar incluído no movimento indígena, basta que ele comungue e participe politicamente de ações, aspirações e projetos definidos como agenda de interesse comum das pessoas, das comunidades e das organizações que participam e sustentam a existência do movimento indígena, neste sentido, o movimento indígena brasileiro, e não o seu representante ou o seu dirigente. Existem pessoas, lideranças, comunidades, povos e organizações indígenas que desenvolvem ações conjuntas e articuladas em torno de uma agenda de trabalho e de luta mais ou menos comum em defesa de interesses coletivos também comuns.
O líder indígena Daniel Mundurucu costuma dizer que no lugar de
movimento indígena dever-se-ia dizer índios em movimento. Ele tem certa razão, pois não existe no Brasil um movimento indígena. Existem muitos movimentos indígenas, uma vez que cada aldeia, cada povo ou cada território indígena estabelece e desenvolve o seu movimento. Mas as lideranças indígenas brasileiras, de forma sábia, gostam de afirmar que existe sim um movimento indígena, aquele que busca articular todas as diferentes ações e estratégias dos povos indígenas, visando a uma luta articulada nacional ou regional que envolve os direitos e os interesses comuns diante de outros segmentos e interesses nacionais e regionais. Essa visão estratégica de articulação nacional não anula nem reduz as particularidades e a diversidade de realidades socioculturais dos povos e dos territórios indígenas; ao contrário, valoriza, visibiliza e fortalece a pluralidade étnica, na medida em que articula, de forma descentralizada, transparente, participativa e representativa os diferentes povos.
Movimento indígena, segundo uma definição mais comum entre as lideranças indígenas, é o conjunto de estratégias e ações que as comunidades e as organizações indígenas desenvolvem em defesa de seus direitos e interesses coletivos. Movimento indígena não é o mesmo que organização indígena, embora esta última seja parte importante dele. Um indígena não precisa pertencer formalmente a uma organização ou aldeia indígena para estar incluído no movimento indígena, basta que ele comungue e participe politicamente de ações, aspirações e projetos definidos como agenda de interesse comum das pessoas, das comunidades e das organizações que participam e sustentam a existência do movimento indígena, neste sentido, o movimento indígena brasileiro, e não o seu representante ou o seu dirigente. Existem pessoas, lideranças, comunidades, povos e organizações indígenas que desenvolvem ações conjuntas e articuladas em torno de uma agenda de trabalho e de luta mais ou menos comum em defesa de interesses coletivos também comuns.
O líder indígena Daniel Mundurucu costuma dizer que no lugar de
movimento indígena dever-se-ia dizer índios em movimento. Ele tem certa razão, pois não existe no Brasil um movimento indígena. Existem muitos movimentos indígenas, uma vez que cada aldeia, cada povo ou cada território indígena estabelece e desenvolve o seu movimento. Mas as lideranças indígenas brasileiras, de forma sábia, gostam de afirmar que existe sim um movimento indígena, aquele que busca articular todas as diferentes ações e estratégias dos povos indígenas, visando a uma luta articulada nacional ou regional que envolve os direitos e os interesses comuns diante de outros segmentos e interesses nacionais e regionais. Essa visão estratégica de articulação nacional não anula nem reduz as particularidades e a diversidade de realidades socioculturais dos povos e dos territórios indígenas; ao contrário, valoriza, visibiliza e fortalece a pluralidade étnica, na medida em que articula, de forma descentralizada, transparente, participativa e representativa os diferentes povos.
No Brasil, existe de fato, desde a década de 1970, o que podemos
chamar de movimento indígena brasileiro, ou seja, um esforço conjunto e articulado de lideranças, povos e organizações indígenas objetivando uma agenda comum de luta, como é a agenda pela terra, pela saúde, pela educação e por outros direitos. Foi esse movimento indígena articulado, apoiado por seus aliados, que conseguiu convencer a sociedade brasileira e o Congresso Nacional Constituinte a aprovar, em 1988, os avançados direitos indígenas na atual Constituição Federal. Foi esse mesmo movimento indígena que lutou para que os direitos à terra fossem respeitados e garantidos, tendo logrado importantes avanços nos processos de demarcação e regularização das terras indígenas. Foi também esse movimento que lutou – e continua lutando – para que a política educacional oferecida aos povos indígenas fosse radicalmente mudada quanto aos seus princípios filosóficos, pedagógicos, políticos e metodológicos, resultando na chamada educação escolar indígena diferenciada, que permite a cada povo indígena definir e exercitar, no âmbito de sua escola, os processos próprios de ensino-aprendizagem e produção e reprodução dos conhecimentos tradicionais e científicos de interesse coletivo do povo.
chamar de movimento indígena brasileiro, ou seja, um esforço conjunto e articulado de lideranças, povos e organizações indígenas objetivando uma agenda comum de luta, como é a agenda pela terra, pela saúde, pela educação e por outros direitos. Foi esse movimento indígena articulado, apoiado por seus aliados, que conseguiu convencer a sociedade brasileira e o Congresso Nacional Constituinte a aprovar, em 1988, os avançados direitos indígenas na atual Constituição Federal. Foi esse mesmo movimento indígena que lutou para que os direitos à terra fossem respeitados e garantidos, tendo logrado importantes avanços nos processos de demarcação e regularização das terras indígenas. Foi também esse movimento que lutou – e continua lutando – para que a política educacional oferecida aos povos indígenas fosse radicalmente mudada quanto aos seus princípios filosóficos, pedagógicos, políticos e metodológicos, resultando na chamada educação escolar indígena diferenciada, que permite a cada povo indígena definir e exercitar, no âmbito de sua escola, os processos próprios de ensino-aprendizagem e produção e reprodução dos conhecimentos tradicionais e científicos de interesse coletivo do povo.
A implantação dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, ainda em construção e aperfeiçoamento, é outra conquista relevante da luta articulada do movimento indígena brasileiro. Em nível regional, na Amazônia, o Projeto Demonstrativo dos Povos Indígenas (PDPI), que faz parte do Ministério do Meio Ambiente, e o Projeto Integrado de Proteção das Terras Indígenas na Amazônia
Legal (PPTAL), pertencente à Fundação Nacional do Índio (FUNAI), são alguns exemplos particulares da existência e da capacidade de mobilização e pressão do movimento indígena amazônico. Assim, poderíamos enumerar vários exemplos de conquistas do movimento indígena. Isto significa dizer que muitas dessas conquistas políticas não teriam sido possíveis sem o movimento indígena articulado, mesmo com suas limitações e fragilidades, uma vez que é uma aprendizagem muito nova para os índios por se tratar de uma modalidade complexa de trabalho e luta dos brancos, até então desconhecida pelos povos indígenas.
O modelo de organização indígena formal – um modelo branco – foi sendo apropriado pelos povos indígenas ao longo do tempo, da mesma forma que eles foram se apoderando de outros instrumentos e novas tecnologias dos brancos para defenderem seus direitos, fortalecerem seus modos próprios de vida e melhorarem suas condições de vida, o que é desejo de qualquer sociedade humana. Isto não significa tornar-se branco ou deixar de ser índio. Ao contrário, quer dizer capacidade de resistência, de sobrevivência e de apropriação de conhecimentos, tecnologias e valores de outras culturas, com o fim de enriquecer, fortalecer e garantir a continuidade de suas identidades, de seus valores e de suas tradições culturais. A ideia de movimento indígena nacional articulado é importante para superar a visão antiga dos colonizadores de que a única coisa que os índios sabem fazer é brigar e guerrear entre si quando, na verdade, usaram essas rivalidades intertribais para dominá-los, para isso, jogando um povo contra o outro. Ainda hoje, muitos brancos, principalmente do governo, preferem dar mais importância à ideia de que não há e não pode haver movimento indígena articulado e representativo devido à diversidade de povos e realidades, pois isso fortalece os propósitos de dominação, manipulação e cooptação dos índios em favor de seus interesses políticos e econômicos. Os dirigentes políticos e os gestores de políticas públicas utilizam muito esta ideia para justificar suas omissões e incapacidades de formular e de implementar políticas públicas coerentes, com o argumento de que os índios não se entendem, e isso impede a execução das ações. Um exemplo disto é o projeto de lei do Estatuto das Sociedades Indígenas, que há mais de 10 anos permanece sem aprovação no Congresso Nacional. A principal justificativa por parte dos dirigentes políticos é a falta de consenso entre os índios sobre as várias questões e os diferentes aspectos do projeto de lei.
É em nome dessa visão propositadamente distorcida da diversidade indígena que a FUNAI não reconhece as organizações indígenas como interlocutoras ou agentes políticos das comunidades indígenas, argumentando que os povos indígenas, na sua totalidade, não aceitariam ser representados por alguma organização indígena. Na verdade, essa representação pan-indígena não interessa a muitos setores políticos e econômicos do país e, por isso, acabam dividindo os povos e as comunidades
indígenas para assim subjugá-los e dominá-los.
Legal (PPTAL), pertencente à Fundação Nacional do Índio (FUNAI), são alguns exemplos particulares da existência e da capacidade de mobilização e pressão do movimento indígena amazônico. Assim, poderíamos enumerar vários exemplos de conquistas do movimento indígena. Isto significa dizer que muitas dessas conquistas políticas não teriam sido possíveis sem o movimento indígena articulado, mesmo com suas limitações e fragilidades, uma vez que é uma aprendizagem muito nova para os índios por se tratar de uma modalidade complexa de trabalho e luta dos brancos, até então desconhecida pelos povos indígenas.
O modelo de organização indígena formal – um modelo branco – foi sendo apropriado pelos povos indígenas ao longo do tempo, da mesma forma que eles foram se apoderando de outros instrumentos e novas tecnologias dos brancos para defenderem seus direitos, fortalecerem seus modos próprios de vida e melhorarem suas condições de vida, o que é desejo de qualquer sociedade humana. Isto não significa tornar-se branco ou deixar de ser índio. Ao contrário, quer dizer capacidade de resistência, de sobrevivência e de apropriação de conhecimentos, tecnologias e valores de outras culturas, com o fim de enriquecer, fortalecer e garantir a continuidade de suas identidades, de seus valores e de suas tradições culturais. A ideia de movimento indígena nacional articulado é importante para superar a visão antiga dos colonizadores de que a única coisa que os índios sabem fazer é brigar e guerrear entre si quando, na verdade, usaram essas rivalidades intertribais para dominá-los, para isso, jogando um povo contra o outro. Ainda hoje, muitos brancos, principalmente do governo, preferem dar mais importância à ideia de que não há e não pode haver movimento indígena articulado e representativo devido à diversidade de povos e realidades, pois isso fortalece os propósitos de dominação, manipulação e cooptação dos índios em favor de seus interesses políticos e econômicos. Os dirigentes políticos e os gestores de políticas públicas utilizam muito esta ideia para justificar suas omissões e incapacidades de formular e de implementar políticas públicas coerentes, com o argumento de que os índios não se entendem, e isso impede a execução das ações. Um exemplo disto é o projeto de lei do Estatuto das Sociedades Indígenas, que há mais de 10 anos permanece sem aprovação no Congresso Nacional. A principal justificativa por parte dos dirigentes políticos é a falta de consenso entre os índios sobre as várias questões e os diferentes aspectos do projeto de lei.
É em nome dessa visão propositadamente distorcida da diversidade indígena que a FUNAI não reconhece as organizações indígenas como interlocutoras ou agentes políticos das comunidades indígenas, argumentando que os povos indígenas, na sua totalidade, não aceitariam ser representados por alguma organização indígena. Na verdade, essa representação pan-indígena não interessa a muitos setores políticos e econômicos do país e, por isso, acabam dividindo os povos e as comunidades
indígenas para assim subjugá-los e dominá-los.
Enviado por: http://evangepaulo.blogspot.com.br/
Assinar:
Postagens (Atom)





























